Maria Padilha

Maria Padilha é uma das principais entidades da umbanda e do candomblé traz consigo o dom do encantamento de amor. É muito procurada pelas pessoas que sofrem de paixões não correspondidas.
Suas oferendas são compostas geralmente de cigarros, champanhe, rosas vermelhas, perfumes anéis, gargantilhas, batom, pentes, espelho e farofa feita com azeite de dendê.
Suas obrigações são geralmente arriadas nas encruzilhadas de T, ela costuma aceitar como sacrifício galinha vermelha, cabra e pata preta.
Mulheres que trabalham com esta entidade são geralmente belas, atraentes e sensuais além de dominadoras e dotadas de personalidade muito forte. Sabem amar como ninguém mas com a mesma facilidade sabem odiar seus parceiros amorosos.
Maria Padilha é protetora das mulheres que vivem perigosamente, gosta do luxo e do sexo, adora a lua mas odeia o sol. Suas roupas são geralmente vermelhas e pretas igualmente seus colares e sua coroa, suas cantigas são muito alegres e cheias de magia e segredos. é mulher de sete exus e seus arquétipos são geralmente rainhas dos cabarés e das encruzilhadas
Podemos
também ver MARIA PADILHA como aquela pessoa alegre que passa pelas ruas
recolhendo toda a "sujeira". Vem com brincadeiras e algazarras, mas faz
um trabalho enorme em benefício da sociedade, que se diga de passagem é
muito pouco reconhecido, mas ELA o exerce com presteza e determinação.
Assim
como devemos ter um conceito mais respeitoso do ORIXÁ EXÚ, devemos
também dedicar mais respeito ao trabalho de MARIA PADILHA, deixando de
encará-la como uma mulher vulgar e da vida, que só vêm "para arranjar
casamento" ou o que é pior, para desfazer casamentos... Isto é uma coisa
absurda e vulgar... O trabalho de MARIA PADILHA é sério.
É também um trabalho de descarrego, de limpeza, de união entre as
pessoas. De abertura dos caminhos da vida, seja do ponto de vista
material, mental ou espiritual.
MARIA PADILHA é
considerada a qualidade feminina de Exu. Na tradição dos candomblés de
origem predominantemente Yorubá MARIA PADILHA faz parte do panteão de
entidades que trabalham na "esquerda".
O culto à Maria Padilha, como entidade
dotada de identidade própria, não é o mesmo culto dado a um ORIXÁ, mas é
cultuada como um ser do mundo astral, guerreira e inteligente demais,
que realiza diversos trabalhos e está sempre pronta a ajudar as pessoas a
vencerem vários obstáculos da vida, a conseguir a felicidade no amor,
vencer problemas de saúde de desarmonia conjugal e está muito próxima da
nossa esfera humana. Seu poder é tão grande
que é sempre invocada nas questões sentimentais uma vez que traz consigo
os dons do encantamento de amor, sendo assim muito procurada pelas pessoas que sofrem de paixões não correspondidas.
A sua força é guerreira, a sua vibração
magnética é carregada de sensualidade e alegria, e uma coisa é muito
certa, todo e qualquer problema que colocamos nas mãos de qualquer uma
delas tem solução.
O importante ao invocá-la é lembrar sempre que, é
uma entidade complexa, de personalidade forte, e que nunca perdoa uma
falta de palavra dada. O importante também é não invocá-la para trazer
prejuízo a outrem, porque ela o fará com certeza, mas a dívida kármica
adquirida ficará por conta de quem pediu.
Quanto ao seu aspecto sensual, faz parte de sua polaridade, não querendo significar com isso depravação ou perversão.
Por isso devemos respeitar ao máximo o trabalho de Maria Padilha, levando-o muito à sério e JAMAIS o desrespeitando.
